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Nascido em 1935, José Francisco Borges ou J. Borges, como prefere ser chamado, é um dos mais expressivos artistas populares do Brasil. Considerado por Ariano Suassuna o maior gravador popular do país, o artista foi um dos ilustradores do calendário da ONU do ano de 2002. Autodidata, J. Borges publicou seu primeiro cordel em 1964, intitulado O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina, seguido de O Verdadeiro Aviso de Frei Damião Sobre os Castigos que Vêm, cuja publicação deu início à sua carreira de gravador. Na década de 1970, artistas plásticos, intelectuais e marchands passaram a encomendar suas xilogravuras, o que levou as imagens a ganharem cada vez mais autonomia em relação ao cordel. Desde então, o itinerário do artista vem se fortalecendo pela transmissão dos conhecimentos da xilogravura às novas gerações de sua família, com quem mantém a Casa de Cultura Serra Negra, no sertão pernambucano.
Descrição da imagem (gerado por IA)
Ilustração em preto e branco, em estilo de xilogravura, com duas figuras femininas de cabelos longos e esvoaçantes, desenhadas com traços paralelos. Elas têm caudas ou longas saias com padrões de pontilhados e listras, sugerindo corpos de sereia ou ondas. Uma figura está à esquerda, de perfil, com o braço estendido; a outra, maior, ocupa a parte inferior direita, com um braço erguido junto ao rosto. No canto superior esquerdo, há um sol estilizado com rosto humano e raios. Na base, aparecem o título e a assinatura.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
IEMANJÁ
J. BORGES
BORGES, J. Iemanjá. Xilogravu
A xilogravura é um meio de expressão de grande força artística e literária no Brasil, especialmente no Nordeste brasileiro, onde os artistas populares talham a madeira, transformando-a em verdadeiras obras de arte. Com total liberdade artística, hoje já conquistaram espaço entre os diversos setores culturais do país, retratando cenas
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do seu próprio universo, revelando personagens com aparência humilde em vestes requintadas.
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com temas de personagens do folclore popular, crenças e futilidades dos mais necessitados.
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de conteúdo histórico e político do Nordeste brasileiro, com a intenção de valorizar as diferenças sociais.
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das grandes cidades, com a preocupação de uma representação realista da figura humana nordestina.
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com personagens fantasiosos, beatos e cangaceiros presentes nas crenças da população nordestina.