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A nova des-ordem geográfica mundial: uma proposta de regionalização
Descrição da imagem (gerado por IA)
Mapa-múndi centrado nas Américas, com hachuras e símbolos sobrepostos que representam territórios e redes. Sobre o mapa aparecem grandes círculos, arcos e linhas que ligam pontos em diferentes regiões, alguns em traço contínuo e outros tracejados, além de áreas internas hachuradas em cinza. Do lado esquerdo, quatro rótulos indicam níveis de análise: "Distância Cultural", "Estado", "Economia-Mundo" e "Sociedade-Mundo". No canto inferior direito há duas colunas de legenda: "TERRITÓRIOS", com "Estado com forte identidade cultural" (retângulo hachurado), "Semiperiferia" (retângulo com borda pontilhada) e "Área de influência da rede mundial" (arco escuro); e "REDES", com "Rede chinesa" (pequenos círculos ligados por linhas), "Difusão do islã" (seta), "Potência mundial" (elipse tracejada), "Oligopólio" (círculos pontilhados) e "Rede mundial" (círculos de tamanhos diferentes ligados por uma linha).
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
TERRITÓRIOS
REDES
Distância Cultural
Estado
Economia-Mundo
Sociedade-Mundo
Estado com forte identidade cultural
Rede chinesa
Semiperiferia
Difusão do islã
Potência mundial
Oligopólio
Área de influência da rede mundial
Rede mundial
Fonte: LÉVY et al. (1992), atualizado.
Fonte: LÉVY et al. (1992), atualizado.
O espaço mundial sob a “nova des-ordem” é um emaranhado de zonas, redes e “aglomerados”, espaços hegemônicos e contra-hegemônicos que se cruzam de forma complexa na face da Terra. Fica clara, de saída, a polêmica que envolve uma nova regionalização mundial. Como regionalizar um espaço tão heterogêneo e, em parte, fluido, como é o espaço mundial contemporâneo?
O mapa procura representar a lógica espacial do mundo contemporâneo pós-União Soviética, no contexto de avanço da globalização e do neoliberalismo, quando a divisão entre países socialistas e capitalistas se desfez e as categorias de “primeiro” e “terceiro” mundo perderam sua validade explicativa.
Considerando esse objetivo interpretativo, tal distribuição espacial aponta para
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a estagnação dos Estados com forte identidade cultural.
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o alcance da racionalidade anticapitalista.
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a influência das grandes potências econômicas.
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a dissolução de blocos políticos regionais.
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o alargamento da força econômica dos países islâmicos.